Este artigo apresenta um recorte de uma pesquisa de mestrado que objetivou investigar os sentidos da tecnologia para estudantes do Ensino Médio público.

Vivemos um contexto histórico mobilizado pelas tecnologias e especificamente falando da escola, professores e gestores se veem diante do desafio de buscar soluções possíveis, para garantirem o acesso ao conhecimento escolarizado mediado pelas tecnologias.

Sustentada pelos pressupostos teórico-metodológicos da Psicologia Histórico-Cultural, sobretudo os conceitos de Lev S. Vigotski, nesta pesquisa-intervenção realizamos quatro encontros com 40 estudantes do segundo ano do Ensino Médio de uma escola pública localizada no interior de São Paulo, e quatro entrevistas semiestruturadas com aqueles eleitos pela turma como os “mais conectados”.

Nos encontros mediados pelo uso de materialidades artísticas, os adolescentes foram convidados a compartilhar suas percepções em relação ao uso de tecnologias, o ensino escolarizado e sua vida cotidiana.  Além da gravação e transcrição dos encontros e das entrevistas, foram utilizados os diários de campo produzidos pela psicóloga-pesquisadora.

Os resultados indicam que na escola o uso de ferramentas tecnológicas não é funcional, devido à pouca familiaridade dos alunos e professores, e às limitações de infraestrutura. Ao não conhecerem as aplicabilidades das ferramentas tecnológicas, poucas são as alternativas de escolha e as possibilidades de atribuírem novos sentidos às ferramentas para além de uso cotidiano. Diante de tamanha complexidade, ressalta-se a importância do papel do psicólogo escolar na criação de espaços coletivos visando a transformação da realidade escolar e a necessidade do desenvolvimento de estudos sobre o papel das tecnologias no desenvolvimento humano.

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